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07/04/2017

O último mergulho

João César Monteiro, 1992

A louca proposta de prolongar a vida noite a dentro pelo Santo António, sopas numa casa miserável e cabaret da loucura, longo e obstinado. Fabienne Babe estrondosa. Uma caminhada por uma Lisboa tão recente mas que já não existe.


16/11/2016

À flor do mar

João César Monteiro
1986
Laura Morante, Philip Spinelli

Fotografia estonteante, pura, carregada. Que luz! Robert Jordan veio de Hemingway directamente para uma simples história de Verão e praia de Portugal. Trágica e feliz. Aparentemente João César propos despedir-se, por insatisfação. Gostava de saber porquê.

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14/11/2016

Silvestre

João César Monteiro, 1981
Maria de Medeiros, Teresa Madruga, Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo

Maria de Medeiros, lançada aos lobos, corta as mãos de pesadelos e de estranhos diabos. Um sonho assustado e mais uma delicada viagem por trás-os-montes.
Festival de Veneza - Selecção Oficial


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Veredas

João César Monteiro, 1977

Trás-os-Montes sonhado, desenhado a camera de filmar. Em que os habitantes vão sobrevivendo explorados por senhores e Deuses.

28/02/2016

As Bodas de Deus

João César Monteiro, 1999
Com Rita Durão, Joana Azevedo e Luís Miguel Cintra

A fortuna bate à porta quando Luís Miguel Cintra a entregar uma mala de dinheiro a João de Deus, transformando-o no Barão de Deus.

Memorável sarça ardente, a Traviata no camarote presidencial do São Carlos e uma noite de amor surpreendente, em que César expõe a sua fragilidade de forma corajosa e bela.

"- Tome lá cem escudos. Mas não gaste tudo em vinho. - Deus a abençoe Madre Abadessa, por esta santa esmolinha. - Que Deus o acompanhe. - Mais vale só que mal acompanhado. … - Ó Agostinho, toma lá cem dólares, mas não gastes tudo em freiras. - Muito obrigado meu bom senhor"


 “- Será da minha vista ou as maminhas também te cresceram? (...) Achas que posso ver só uma? Tenho estado a pão e laranjas”.

02/01/2016

Recordações da Casa Amarela

1989, João César Monteiro


Obra-prima. João César Monteiro em todo o seu esplendor: obsessivo, divertido, sarcástico, perigoso, intenso e alucinado.

Mostra-nos uma Lisboa tonta, decadente e estonteante entre a casa dos bicos e o panóptico do hospital Miguel Bombarda.  João de Deus é um corpo decadente como a cidade, como o país, como o bairro. Adorei! Adorei! Adorei!