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03/02/2013

Jim

Companhia Paulo Ribeiro, 2012 - São Luiz 1 Fevereiro 2013


Coreografia e direcção - Paulo Ribeiro
Interpretação - Anna Réti, Carla Ribeiro, Leonor Keil, Sandra Rosado, Avelino Chantre e Pedro Ramos

Jim Morrison regressa à vida mutado, alterado, completo e dividido em sete corpos. Extasiante e com devaneios devidos, com calma, em crescendo, deixa-nos a olhar para dentro de nós um pouco como Jim faria consigo, mergulhando com a mente naqueles corpos.

"O Jim Morrison era um solitário, completamente virado para si próprio, desafiava constantemente o limiar da lucidez. À boa maneira da década de 60, este estado mediúnico era um meio para alcançar outros estádios de perceção e de sensibilidade".

"acho que há um cerco cada vez maior à alma, à interioridade, quase uma anestesia total. Antes, este cerco era feito através daquilo que nos era dado a ver, sobretudo através da televisão. Agora vivemos sob o jugo de todo este fantasma da insustentabilidade de um país, de um continente, de um mundo. O que nos resta? Não há tempo para preocupações mais humanas, mais interiores, mais cósmicas, para outras perceções, como Jim Morrison defendeu".


31/10/2010

Sábado 2

30 Outubro 2010 no Teatro Viriato (Reposição de obra de 1995)
Coreografia - Paulo Ribeiro
Intérpretes - Eliana Campos, Leonor Keil, Rita Omar, Gonçalo Lobato, Peter Michael Dietz e Romulus Neagu
“Procura-se senhor sem articulações para peça de nova dança contemporânea portuguesa”, foi o que ouvi ontem alguém dizer lá no Viriato sobre o método de casting de Paulo Ribeiro. Fora de brincadeira, esta gente é capaz de fazer movimentos impressionantes, plenos de significado, a uma velocidade de se lhe tirar o chapéu. O sentimento que aqueles corpos vão deixando são sempre de leitura surpreendentemente fácil, mesmo que não linear. Óptima catarse para um sábado a dois. Parabéns pelos 15 anos.