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08/03/2020

A morte de raquel

De Raquel Castro, 2020
Com Joana Bárcia, Nuno Nunes, Rita Morais

18/01/2020

Sem flores nem coroas

18 de Janeiro, 2020
De Orlando da Costa ; Encenação de Fernanda Lapa
com João Grosso, Margarida Marinho; Carolina Amaral; Pedro Russo; Elsa Galvão, Rita Paixão


14/01/2018

Actores

São Luiz, 11 de Janeiro de 2018
Marco Martins
Com Bruno Nogueira, Carolina Amaral, Miguel Guilherme, Nuno Lopes, Rita Cabaço



  • Atenção desmesurada ao pormenor e aos pequenos gestos na sala de espera das audições e em diante
  • Oportunidade para olhar de forma tão nítida para dentro da máquina de representar emoções
  • Coragem em se despirem assim, mais difícil e desafiante que o nu físico
  • Fodas Jack. Uau!
  • Passagens vertiginosas de momentos absolutamente hilariantes para duros, tristes e atormentados, tantas vezes no limite
  • O Miguel Guilherme a representar o teu gato. 
  • O Rosencrantz e Guildenstern já foi há 5 anos!
  • As senhoras ao meu lado perceberam 2 minutos antes de mim o retrato da 
  • O gesto do Miguel Guilherme para o Bruno continuar as piadas para Deloitte.
  • A dobragem e o Sá Pinto. Como é possível aquele texto funcionar. 
  • O gorila e o pesadelo Shakespeareano dos dentes. 
  • Matar o público


Ficamos com a sensação que peça é algo libertadora e catártica para os actores, uma espécie de exorcismo.

30/07/2017

Pedro e o Capitão

Marta Carreiras e Romeu Costa, 2017

Texto de Mário Benedetti Com Ivo Canelas e Pedro Gil

Videasta - João Gambino São Luiz Intenso e inteligente.

Contida e focada violência para se sentir a valer quando explode. Somos salpicados pela água, pela dor e pela intrigante captura e execução final de um dos protagonistas, não soubemos bem qual. Belo

12/02/2017

A noite da iguana

Tennesse Williams,
Encenador por Jorge Silva Melo, 18 Janeiro 2017
com Nuno Lopes, Maria João Luís e Joana Bárcia

Quando alguém constrói uma obra de arte sobre a qual fala durante o tortuoso processo, o interlocutor vai imaginando algo. Por vezes a criação é um mundo paralelo ao imaginado, com toques em comum, mas muito diferente. Como gémeos falsos. A iguana foi liberta sublime e cansada, destruída e destituída, a sentir saudade da prisão antes mesmo de a abandonar. Ou será que nunca abandonou essa corda que a fixava no lugar? Por fim, a iguana odiada, réptil, encontra lugar para si, liberta. Fiquei com a leve sensação que sim.

16/11/2016

Zululuzu

2016, Teatro São Luíz
Com Pedro Zegre Penim, André Teodósio

Não está ao nível dos brilhantes Eurovision, Tropa Fandanga, Tear Gas e Padam Padam. Diverte sim, mas parece que se perdeu na metacrítica em demasia, nos debates e lutas de egos que escapam aos que não pertencem ao meio. Algo não encaixa como encaixou.

27/04/2016

A conquista do Pólo Sul

Manfred Karge, Beatriz Batarda, 2016, São Luiz
Com Bruno Nogueira, Nuno Lopes, Ana Brandão, Flávia Gusmão, Miguel Damião, Nuno Nunes, Romeu Costa

Esta viagem conquista o Pólo mais a sul de todos, o que está em nós: frio e solitário. Resgatado pela amizade, a quimera vai prosseguindo mágica, difícil e dolorosa, mas sempre prosseguindo. Os falhanços de Shackelton e amigos não serão eles, de facto, mais meritórios do que o sucesso do Slupianek? Eu acho que sim.


01/11/2015

Deixem o pimba em paz

Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo
São Luiz, Julho 2015


Privilégio arrebatador e genialmente engraçado, terno, tecido com amor. Ode ao pimba. Reconstruído com afecto e humor, como tanto merece.

 Ode às coisas boas e ricas da cultura popular portuguesa, na sua simplicidade, no seu original bom humor e crueza.


13/01/2013

Estado de excepção

Rui Horta, Teatro São Luiz, 10 Janeiro 2013
Com Anton Skrzypiciel, Miguel Borges, Noiserv, Pedro Gil e Teresa Alves da Silva.

Teatro experimental. Retalhado e compartimentalizado, as suas histórias foram talvez cosidas sofregamente. Do desconcertante início repleto de ruído de fundo da crise, "sempre por trás das nossas vidas", rasga-se o guião e dá-se o baralho de novo.

"São experiências, não têm que ser consequentes, de ter um código," alguém me diz.

"Enfrentaremos todos os ataques pessoais. Mais um Natalinho. Mais um fim de ano. Mais uns aniversários.  Não posso deixar de por o entulho ali. Não posso deixar de passar factura aqui. Já não há outro caminho."



18/11/2012

Dança da morte

August Strindberg, Encenação de Marco Martins, com Miguel Guilherme, Isabel Abreu, Sérgio Praia
Teatro São Luiz, Novembro 2012

Teatro da intimidade lhe chama um dos patrocinadores desta história e ela assim o é. Uma prisão delicada, tanto a casa-gradeada como o agonizante relacionamento do capitão e sua donzela. As bodas de prata não são para qualquer um.

A banda sonora, a música Feathers, de ManMan, é qualquer coisa. http://www.youtube.com/watch?feature=play%C2%ADer_embedded&v=OpuVa6Kh2-c