Manoel de Oliveira, 2003
Com John Malkovitch, Leonor Silveira, Catherine Deneuve, Irene Papas
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11/11/2019
08/02/2016
Palavra e Utopia
Manoel de Oliveira, 2000Com Luís Miguel Cintra, Lima Duarte, Leonor Silveira, Ricardo Trêpa
Pai da palavra e utopia portuguesa. Da liberdade, do futuro, aventura, trabalho e entrega. Escritor, orador e pensador virtuoso. De facto, calham bem a Oliveira as palavras: "servir aos futuros, pagar aos passados e não dever nada aos presentes".
"Finalmente, vossa Reverendíssima me diz que não sabe a resolução que se tomará em Lisboa, e lhe parece que Sua Majestade se lançará de fora. Eu o quisera muito metido de dentro, porque vi cartas de alguns que não estão mui longe dos seus ouvidos", Padre António Vieira, Séc. XVII, que escreveu, não estou a brincar, um livro chamado 'História do Futuro'.
01/11/2015
A carta
Manoel de Oliveira, 1999
Com Chiara Mastroianni, Pedro Abrunhosa, Leonor Silveira
Um premiado Manoel de Oliveira já tinha esta história na cabeça, depois de um professor de francês avançado, de Braga, lhe ter falado. Sucumbe à rectidão de Madame Lefévre, moderna, como o novo Príncipe Abrunhosa, que era ele, mas preferia outro carro que não o vermelho. Lefévre é arrebatadora, Ela é boa pessoa mas o sentimento descontrolado tudo destrói.
Com Chiara Mastroianni, Pedro Abrunhosa, Leonor Silveira
Um premiado Manoel de Oliveira já tinha esta história na cabeça, depois de um professor de francês avançado, de Braga, lhe ter falado. Sucumbe à rectidão de Madame Lefévre, moderna, como o novo Príncipe Abrunhosa, que era ele, mas preferia outro carro que não o vermelho. Lefévre é arrebatadora, Ela é boa pessoa mas o sentimento descontrolado tudo destrói.
18/01/2015
Inquietude
Manoel de Oliveira, 1998Três fábulas a mostrar como Manoel de Oliveira vive esta comédia humana em seu torno.
A morte e as mulheres e o magnetismo entre eles. A loucura da imortalidade, que apenas a morte oferece.
Manoel de Oliveira tem os dedos dourados, é um eterno bruxo do cinema.
Ah, e dança, se dança.
"A felicidade é um detalhe"
"Estamos mecanizados, somos quinquilharia ambulante"
13/04/2014
Viagem ao princípio do mundo
Manoel de Oliveira, 1997, com Marcello Mastroianni, Jean-Yves Gautier, Leonor Silveira, Diogo Dória, Isabel de Castro, Isabel RuthVoltámos ao princípio do mundo, ao início da vida de Manoel de Oliveira, pelo seu imaginário, nesta que é a mais autobiográfica das suas obras. Ruínas, marcas que subiram pelas árvores acima, uma mão velha que já não chega ao fresco da jovem flôr. O norte, simples e belo, e uma tia desconfiada que se rende ao seu sangue. Mastroianni faz de Pedro Macau, de Manoel de Oliveira, na sua derradeira participação, e Manoel faz 'cameos' deliciosos. "Viver muito tempo é uma prenda de Deus mas tem o seu preço".
23/07/2013
Party
Manoel de Oliveira, 1996Guerra de sexos amarrados, a traição do coração discutida aberta, descarada e racionalmente. Em quatro. O sedutor que o faz levianamente. As deslocações em dois para uma sala ao lado, para um lugar ao lado para explorar a possibilidade de executar. A dificuldade ou até a impossibilidade da constância do amor.
Acaba com a cobardia de não querer mudar nada, com a chuva a molhar a possibilidade da aventura, com tudo na mesma, com os 5 anos amarrados ao que já eram.
23/06/2013
O Convento
Manoel de Oliveira, 1995, com John Malkovich, Catherine Deneuve, Luis Miguel Cintra, Leonor SilveiraPadovic (Malkovich) perde-se nos livros e impossível investigação assim como na doçura da assistente Piedade. Distrai-se enquanto o sombrio Baltar teça uma teia em volta da mulher Héléne que acaba por o apanhar a ele próprio.As pistas estão nas referências ao Fausto de Goethe.
19/12/2012
O gebo e a sombra
Manoel de Oliveira, 2012, com Michael Lonsdale, Claudia Cardinale, Jeanne Moreau, Leonor Silveira, Luis Miguel Cintra, Ricardo Trêpa - Cineclube de Viseu, 18 Dez 2012Por que lado se alinha Manoel de Oliveira no seu interior? Com o gebo ou do lado da sombra? De uma lucidez e hiper-realismo perversos.Talvez ele e Raúl Brandão contem apenas as coisas como elas são, sem assumir posição. Apenas o dinheiro, a pobreza, a frustração, o mal, o bem, a pena e a coragem na estranha dança que executam.
"Essa agora! Eu cá por mim, quando acabo o trabalho e me sento aqui, com os livros ao lado, a ouvir chover - e como ela cai! - não me sinto infeliz. Pelo contrário: estou quente, tenho-vos ao pé de mim...".
21/07/2011
Vale Abraão
1993, Manoel de Oliveira
Com Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra

O Douro é a paisagem dominante, a personagem principal. Excelente, apetece sair disparado para o comboio e rumar solitário a Trás-os-Montes. A vida de Bovarinha, as vinhas e bailes que frequenta são extravagantemente belos, poéticos. É um prazer olhar Leonor Silveira a perder-se no exagero da sua própria beleza.
Pedaços: "o mundo fabrica em surdina coisas que pertencem a um isolamento e não se partilham, como o sexo e o pão"; Não sou nada, sou um estado de alma em balouço"; "Esta Europa que elaborou o próprio estatudo de civilização é vítima de si própria, apercebeu-se disso, talvez, demasiado tarde"; "nada disto é importante, mas ninguém imita melhor do que eu uma bela vida".
Com Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra

O Douro é a paisagem dominante, a personagem principal. Excelente, apetece sair disparado para o comboio e rumar solitário a Trás-os-Montes. A vida de Bovarinha, as vinhas e bailes que frequenta são extravagantemente belos, poéticos. É um prazer olhar Leonor Silveira a perder-se no exagero da sua própria beleza.
Pedaços: "o mundo fabrica em surdina coisas que pertencem a um isolamento e não se partilham, como o sexo e o pão"; Não sou nada, sou um estado de alma em balouço"; "Esta Europa que elaborou o próprio estatudo de civilização é vítima de si própria, apercebeu-se disso, talvez, demasiado tarde"; "nada disto é importante, mas ninguém imita melhor do que eu uma bela vida".
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