01/02/2009
21/01/2009

Já passei por alguns sítios bem especiais na minha vida. Este foi um deles, a minha residência de estudantes em Oslo, Anker. Obrigado ao Mads por me enviar este recorte noticioso informativo.
"Young woman found dead in student housing complex
The body of the dead woman was removed early Monday. Police were investigating the murder of a 19-year-old woman whose body was found in a student housing complex in downtown Oslo early Monday. Her husband has been charged in the case."
17/01/2009

A Paula Rêgo visitou muitas vezes o consulado de Angola em Lisboa, bem cedo, ao frio, á chuva, ao lado de um milhar de pessoas. Sem sequer conseguir uma senha. Sempre a tentar, no cada vez mais cedo,no cada vez mais frio e difícil. Empenhada, viajou agora para o norte em que uma pequena luz de possibilidade se ilumina. Sempre feliz pelas memórias que vai gravando mas deixando também as dificuldades e problemas porque vai passando alimentar os seus bonitos e artísticos demónios interiores.
Obrigado Centro de Arte Manuel de Brito.
10/01/2009
31/12/2008
29/12/2008
21/12/2008
É Sexta-Feira em Abidjan. As pessoas atravessam lentamente o ar húmido e pesado em frente da recepcao. Ao fundo, ouvem-se os estremidos fracos mas longos de uma máquina laser de taloes já antiga a imprimir linha a linha a conta do café, do sumo ou da cerveja. Sao 20.10 da noite no bar/entrada principal do Hotel Ivoire. O estranho e histórico hotel. E ainda cedo para licores e uisques com sabor a negocios ou poder. O calor engana-me, os pinheiros de plastico e as luzes coloridas enganam-me no espectaculo kitsh e deslocado que apresentam. O piscar nervosamente rápido das luzes verdes e vermelhas nao significa qualquer noite de deep trance ou techno.
É sexta feira em Abidjan e na proxima quinta-feira é Natal! A competicao entre o calor e a humidade deixam-me um pouco confuso mas nao tanto como nos primeiros dias. Ao inicio sentia-me como se me tivessem trancado á chave numa gigante sauna como aquela em que estive em Trondheim. Como se alguem tivesse violentado a sagrada tradicao gelada do meu Natal.
O que fica agora que parto é o turbilhao do emprego, um ritmo alucinante a que sinto que tenho sabido aprender a responder e a marca indelével das pessoas que tenho, apesar do ritmo frenético do “nao ter tempo para nada”, conseguido apreciar. Sao muitas as pessoas que vou guardar com marca forte na memória por todo o tipo de razoes… o Abdulaye (www.chauffeurabidjan.blogspot.com), a Rachelle, Hélder Freitas, Ahiman, Djedje, o senhor Toha, Dogo, Menudier, Martin, Olivier, Sacha, Franck, Josephine, Simone Gbagbo, Capucine, Ada, Stephane, Sangará, Kouassi e alguns mais…
O que fica sao as ilhas de paz dos poucos passados ao sol de Assinie e a unica e colorida danca dos edificios, automoveis e habitantes de Abidjan. Abidjan é dominada pela lagoa, pelo porto e pelo Plateu - a estranha Manhattan da Cote d’Ivoire.A geografia confusa da cidade que entra pelo lago e pelo Atlântico é a metafora perfeita para este pais a todas as suas dimensoes.
22/11/2008
17/11/2008
10/11/2008
Ao chegar a Genebra, os olhos ficam imediatamente hipnotizados pelo luxo, empolando-o fora de proporção. A ostentação existe mas qualquer flanêur que se preze deve ter cuidado. Genebra é uma cidade amaldiçoada pelo ouro e chocolate que a encobre e que nem sempre deixa ver muitas das outras coisas e histórias interessantes que tem. Lausana ri-se de Genebra, é mais relaxada, mais low-profile. Faz o seu desporto, vai às suas galerias de arte e vai dando as suas achegas sem o fogo de vista da sua vizinha. Preocupa-se com o seu bem-estar e acima de tudo com o seu coração histórico e moderno agora a ser renovado.
Depois veio a casa - "La maison de Cedres" à beira da zona com o melhor fim do dia do lago Léman - A maison de Cédres encerra pessoas especiais. Alberga pequenas famílias que vão interagindo volu- e involuntariamente. A casa diverte-se com pequenas experiências sociológicas com vista a demonstrar como ninguém é igual a nada nem a ninguém e muita gente muda muito á medida que muito se vive muito junto. Neste momento devo dizer sinceramente que adoro toda a gente no último andar à direita, do segundo edíficio do complexo da Cedres (do ponto de vista de quem está virado para o lago Léman).
Gentes diferentes e bichos protegidos numa pequena região urbana natural protegida para sapos e pequenos animais de zonas húmidas em volta das residências. No topo da segunda torre do complexo a máquina de cozinhar é o motor e alma da casa. Extremamente bem oleada, é dela que depende toda a vida dos habitantes. De manhã a torradeira dá sinal à chaleira eléctrica para se preparar para o "cháleite". Ao almoço uns douradinhos, peixes verdes do mar ou bifinhos de frango abraçados por cus cus vêm antes do café da máquina resmungona vermelha. Á tarde, logo que "já está na hora de comer" uns croque-messieurs, ou talvez, num dia especial, tomatinhos bebés almofadados por mozzarela calva com basílico e azeite abrem caminho para o coup de grace dos pratos da máquina de cozinhar- o gratinado.
Na Cedres, a meio da tarde lá se encontra tempo para se ir ganhar um joguito de 3x3 contra estranhos adversários rotativos no campo alto ou então vai-se às compras para carregar as baterias da máquina de comer. Talvez à noite se tracem umas linhas no autocad, escrevam uns mails, se preparem umas entrevistas, se estudem uns gráficos ou se leiam uns textos. Depois é hora do último leite com chocolate e de se combinar as horas nunca iguais dos despertadores.
Os fins de semana trazem muitas vezes expedições. A Genebra, a Berna, Basileia, Mendrizio, Bellinzona. Cada expedição é como uma pequena vida, com começo, meio e fim. Pontos de entusiasmo, novidade, concretização, segurança, realização, desilusão e por fim de regresso. Todas as expedições nos deram pelo menos um pequeno livro de 12 páginas para escrever embora nunca o tenhamos feito. Tanta coisa que devia ser escrita fica por escrever...
13/10/2008
23/09/2008
Kings of Leon - Sex on Fire



