15 Setembro 2013
Uma primeira vez inesquecível à beira do enorme espelho do Tejo, sob calor considerável e na melhor das companhias. Entusiasmo e nervoso miudinhos, um discuso assobiado de Isaltino junior, ultrapassagens na margem tal era o mar de gente: 10,500.
O amigo rival da fita de suor escapuliu-se rápido mas aprendeu uma memorável e dura lição: não subestimemos os competidores, não deixar nada do que temos por dar. Claques, música, um pronto socorro fotografado mentalmente na última rotunda e uns bons minutos à espera nas Toi Toi. Sempre a ultrapassar, conseguiu-se um tempo surpreendentemente bom e o vício instalado.
10 ks
Tempo: 50.40 minutos
Posição: 2,380 de 10,500
25/10/2013
Casa da Dízima
O puré de castanha e batata é inesperado mas encaixa como peça de puzzle compatível com o medalhão de novilho e um Pedra Cancela reserva.
Ultra delicadas e graciosas, o creme de santola refinado e o crocante de alheira com gema de ovo a baixa temperatura, fazem uma composição de obra prima. O carpaccio de ananás caramelizado rematou para golo um inesquecível jantar.
Rua Costa Pinto, 17
2770-046 Paço de Arcos
http://www.casadadizima.com/
Ultra delicadas e graciosas, o creme de santola refinado e o crocante de alheira com gema de ovo a baixa temperatura, fazem uma composição de obra prima. O carpaccio de ananás caramelizado rematou para golo um inesquecível jantar.
Rua Costa Pinto, 17
2770-046 Paço de Arcos
http://www.casadadizima.com/
21/10/2013
World War Z
Marc Forster, 2013, com Brad PittZombies, uma porrada deles, a fazer montanhas e a correr bastante rápido. Não sou o maior fã do mundo de zombies mas confesso que até gostei deste, cheio de ritmo, uma história vagamente interessante mesmo que muito linear com o auge numa bela passagem em Israel. Visualmente espectacular, como se quer.
Pacific Rim
Guillermo del Toro, 2013 com Idris Elba, Charlie HunnamA homenagem à cultura Japonesa é óbvia mas peca pela referência do robot nuclear como o elemento de salvação. Batalhas fulminantes e belas entre dinossauros gigantes e mega robots que compensam todos os clichés habituais destes filmes e mais alguns.
Animal Kingdom
20/10/2013
Oriental 1 Académico de Viseu 1 (3-5 pen)
3a Jornada da Taça de Portugal MARVILA, Out. 20 - O Académico de
Viseu empatou no último lance da segunda parte e depois manteve o sangue frio
nos penalties para quebrar uma bem organizada formação do Oriental, num intenso
embate da III jornada da Taça de Portugal este Domingo.
Os Viseenses
chegaram sob pressão ao Estádio Engenheiro Carlos Salema - penúltimos na
Segunda Liga e com a figura principal, o central Claudio, ainda de fora
lesionado.
Como era sua
obrigação, o Académico começou controlador, com mais posse de bola do que os da
casa, actuais terceiros classificados da Série G do campeonato nacional de
séniores.
Porém, com
Ouattara e Luisinho nas alas e o ponta de lança Diogo Alves algo solitário,
criaram poucas chances na primeira parte, à excepção de um livre de
Leonel.
“Mais que um
clube,” lê-se na cobertura do Estádio do Oriental, o mesmo lema que está
gravado na casa do Barcelona em Camp Nou.
A imagem de
marca do Oriental pode não ser o ‘tiki taka’ de ‘La Masia’ mas os blaugrana de
Marvila foram sempre uma equipa muito aguerrida e aplicada que, com uma eficaz
pressão alta, deram pouco espaço ao meio campo Academista.
E foram
recompensados cinco minutos antes do intervalo, num contra-ataque veloz.
Sebastião Nogueira puniu um mau alívio de cabeça da defesa do Académico com um irrepreensível
volley de primeira para o 1-0.
Insatisfeito, o
treinador Filipe Moreira substituiu Ouattara e Capela por Marco Lança e Zé
Rui no intervalo e na segunda parte só deu Académico, que se instalou
definitivamente no campo do adversário.
Luisinho
destacou-se, disparando com estrondo contra a trave e um pouco depois contra o
poste.
Num lance que simbolizou o espírito guerreiro do Académico, Bruno Loureiro, ao tentar manter uma bola bombeada dentro das quatro linhas, embateu sonora e violentamente contra o muro de betão que se encontrava a um metro de distância das linhas laterais.
Apesar da preocupação geral, Loureiro recuperou depois da assistência médica e lá conseguiu terminar a partida.
O Oriental manteve
a disciplina táctica durante todo o jogo e parecia encaminhado para a vitória
quando, com o cerca de um milhar dos seus adeptos de pé prontos a celebrar a
qualificação, o Académico ganhou um livre perigoso à entrada da área já em
tempo de desconto profundo.
Cafu foi o
herói quando atacou a bola e chegou primeiro a uma defesa incompleta do guarda
redes do Oriental Marco Botelho, empurrando à boca da baliza para a loucura dos
jogadores e do banco do Académico.
A partir daí, o
sangue aqueceu numa agradável tarde de Outono num recinto que oferece
uma picturesca vista sobre o Tejo.
Carlos Alves do
Oriental levou vermelho directo por protestos depois do empate e nos primeiros
instantes do prolongamento Zé Rui também foi expulso por uma alegada
cotovelada, ficando 10 contra 10 na última meia hora.
O Oriental pressionou
mais nos últimos minutos, desperdiçando vários cantos e um golo fácil por
intermédio de Mauro Bastos.
O possante
avançado de 34 anos aproveitou uma infantilidade da fatigada defesa do
Académico, ganhou três ressaltos consecutivos, e apareceu cara-a-cara com o
guarda redes Ricardo Janota mas rematou fraco e à figura, para desespero total dos
adeptos da casa.
Ainda estava a
multidão de mãos na cabeça quando soou o apito a anunciar as penalidades.
Com todos os
jogadores abraçados ombro-a-ombro no meio campo e com o Oriental a enviar o
primeiro penalty contra o poste, os Academistas fizeram um trabalho
irrepreensível da marca de nove metros.
Destaque para o
defesa esquerdo Marco Lança que não marcava um golo desde os juniores e
celebrou o seu penalty de forma peculiar, parando e erguendo os dois braços em
jeito de desafio, como que anunciando a estocada final que aí vinha.
Foi João
Martins, que lutou muito no meio campo durante todo o jogo, que a desferiu,
dando alas à correria, aos abraços e à festa. Esqueçam as noites de Champions, o futebol é taça.
19/10/2013
Sangue do meu sangue
João Canijo, 2011, Midas filmes, com Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Nuno Lopes, Rafael MoraisGenial e vívido retrato de uma Lisboa lateral, pobre e intensa. Uma tragédia Grega com o pano de fundo ultra-realista de Carnide e uma estranha e alargada família que vai tentando manter o curso no início da segunda década do milénio. Fantástico.
Super Size Me
Morgan Spurlock, 2004Este exercício aterrador entretém e o resultado nunca poderia ser bom. Por muito exagero ou até alguma manipulação que possa ter sido feita, são trabalhos importantes para melhorar, questionar e desafiar o impacto na nossa vida de tão omnipresentes multinacionais como a MacDonalds.
17/10/2013
Blue Jasmine
Woody Allen, 2013, com Cate Blanchett, Alec BaldwinAdoentada e retorcida por uma grupo de pessoas nepotistas que usam os outros e os descartam quando já não precisa deles, Jasmine é mais uma neurótica alter ego de Woody Allen. Ela acaba por não aguentar as suas próprias mentiras, criadas ao tentar proteger-se da confusão da vida, criações que não sei se podemos condenar.
05/09/2013
Missangas
João Afonso, 1997, Mercury Records, PolygramProdução de Júlio Pereira, Management - Vachier e Associados
Sobrinho do grande Zeca, gosto de 'Na Machamba' mas, apesar da música do carteiro em bicicleta ser alegre e animada, temo que no conjunto o álbum seja um nada lamechas. Agora que é boa música Portuguesa, é.
The reminder
02/09/2013
Embroideries
Marjanne Satrapi, 2006Oferece um engraçado inside-view do que significa ser mulher no Irão nos dias de hoje e como compara com tempos idos. Vemos as faces da mentalidade que viram com os anos e as que se mantém imóveis. Ainda assim, em escala e profundidade, o esforço é pálido comparado com a sua obra de arte Persépolis.
O capital
Costa-Gavras 2013, com Gad ElmalehUma história de luta de egos, manipulações e jogadas baixas no alto mundo da finança. Entretém como novela, nada de muito surpreendente ou de abrir o olho.
Peca por falta de capacidade de revelar algo novo ou mostrar realisticamente as dinâmicas nos altos círculos dos banqueiras que são de certo mais complexas e recheadas de nuances. Mais vale ver ou ler 'Too big to fail'.
A gaiola dourada
Ruben Alves, 2013Tenho pena mas, mesmo que não ache que seja mal intencionado, o filme falhou em fazer justiça aos bonitos clichés dos nossos emigrantes. A caricatura era necessária à comédia, compreendo, mas exagerou. A história até se estrutura de forma interessante e é de enorme potencial mas os pormenores e alguns momentos de estranhos gags deixam-nos mal. A do tupperware pelo menos. E o Pauleta? O que é aquilo?
I am the secret footballer
Lifting the lid on the beautiful game - Guardian Books, 2012Inesperado e fresco. Escrever sobre futebol resulta, na maior parte das vezes, num produto pré-empacotado e pouco emocionante. Recheado de clichés rígidos, conformados à geometria das linhas daquele rectângulo. Este místico jogador da Premier League é uma versão do 'the stig' do Top Gear que me agrada bem mais.Quem será aquele jogador do Barcelona em Las Vegas? Destapa um mundo maravilhoso e aterrador nos bastidores do desporto rei do qual suspeitamos mas nunca imaginámos.
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