31/03/2010
O Terceiro Homem
29/03/2010
O sonho de Cassandra
Woody Allen, 2007
Não é um thriller, nem certamente o melhor do Woody. Dois irmãos crescentemente nervosos encenam esta lenta tragédia Grega 'modernizada'. Sem grandes destaques, o vício de jogo de Terry (Colin Farrel) até tem piada, Angela (Hayley Atwell) tem um cara laroca e os passeios em carros vintage pelo campo são picturescos. Atenção que Casssandra na verdade é um barco e é preciso ter cuidado com ela.
Cândido
Voltaire, 1759
Abril/Controljornal - 2000
Ácido e surpreendente 'easy-read'. A odisseia de Cândido é divertidamente horrorosa. As suas ponderações sobre a vida constantes e o seu optimismo incansável e repetidamente testado. Esta sátira à ignorância e fanatismo é intemporal. A escolher capítulo favorito, embora me agrade a visita ao El Dorado, seria o do Pococurante - há tanta gente como ele!
27/03/2010
District 9
2009, Neill Blomkamp
Óptimo, arrojado e cativante. Um futuro, ou talvez até presente, impossível que é tornado convicente com mestria por Neill Blomkamp. Efeitos visuais de encher o olho, foto sublime de J’burg e crítica inteligente e discreta do lado mais obscuro da bela África do Sul. Divertiu-me e agarrou-me.
A escuta – The wire – Série I
2002, David Simon - Criador
Com o ‘genre’ policial detectivado já tão batido na geração ‘csi’, esta série é um caso à parte, de visualização inesperada, tratada e pensada. Inesperada pela profundidade, complexidade e sentimentos paradoxais que vamos estabelecendo com as personagens. Aconselho vivamente esta primeira série, da qual destacaria as performances do Deputy Commissioner William Rawls (John Doman) e do Coronel Cedric Daniels (Lance Reddick), assim como toda a malta do gangue de Avon Barkdale (Wood Harris). Dá-nos uma visão fascinante por dentro do esquema e estrutura da máquina organizada de distribuição de droga de Baltimore. Mais interessante, mostra-nos o dia-a-dia das vidas que a fazem mover e a interacção com a organizacionalmente esquizofrénica polícia que a vai ‘escutando’.
20/03/2010
Romeu e Julieta
William Shakespeare, 1594
(Abril/Control Jornal 2000)
O mais famoso caso amor da história da humanidade é um autêntico banho de sangue. O final quase faz lembrar aquele do "reservoir dogs", mas atenção que esse tal de Shakespeare até escrevia bem. De notar também uma clara falta de comunicação e pobres infraestruturas da época que minaram o plano de escapadela que Julieta engendrou com Frei Lourenço. Na verdade achei desde logo que era um péssimo plano.
O Grande Gatsby
Francis Scott Fitzgerald, 1925(Abril/Controljornal - 2000)
Fitzgerald desmonta e expõe a toxicidade abrasadora da idade do jazz no início do século XX. Uma que corrói, intensifica e desbarata as relações amorosas e o savoir vivre deste grupo de relacionados em Long Island.
Baz Luhrmann, 2013, com Leonardo DiCaprio, Tobey Macguire
Visualmente a cidade e a época é de encher os olhos masw a banda sonora é desrespeituosa demais. Como livro, diga-se, avança demasiado rápido no início e devagar no final. Seriam as pessoas mesmo assim?
19/03/2010
Shutter Island
Somos guiados exemplarmente pela complexidade, escuridão e 'fantasma' escondido de Shutter Island. Bela performance de Dicaprio, do estranho no fundo da cela e das mulheres que revolvem a vida do detective. Uma história bem contada, daquelas que vão deixando cair pistas ao de leve até o puzzle ficar inteiramente montado.
27/02/2010
Men who stare at goats
21/02/2010
O Padrinho - parte três
Francis Ford Coppola, 1990
O desvanecer de Michael Corleone, um reflexo da própria fase da vida do realizador, segundo Coppola. "In playing myself I disappointed my audience", disse o realizador. Michael é castigado pelo demónio em que se transformou, aparece vulnerável, "uncool". Da minha parte, é um epílogo muito bom para uma das melhores sagas da história do cinema.
20/02/2010
Haruki Murakami: Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo
Textos soltos e genuínos sobre como é viver a correr e a escrever. A dança constante entre corpo e mente, e o prazer das longas distâncias. Tão efémeras como dolorosas e irresistíveis.
O Padrinho - parte dois
Francis Ford Coppola, 1974
Transpira tanto trabalho, a tantos níveis este filme. O esforço de precisão e exactidão histórica nos lugares, em que Coppola foi buscar fotos antigas e recreou cenas da segunda década do século XX , impressiona-me particularmente. Assim como a narrativa que salta entre essa década e os anos 50 da família Corleone.
Foi pena Marlon Brando não ter aparecido naquela cena final mas tanto Al Pacino como Robert De Niro fizeram um trabalho fora de série.
16/02/2010
O padrinho
Francis Ford Coppola, 1972
Um clássico não é verdade?Com toda a justiça. Revi com os comentários de Coppola. É delicioso perceber um pouco mais sobre as novelas por detrás do filme (Coppola esteve perto de ser despedido), sobre as partidas que Marlon Brando fazia, os ajustes ao livro de Mário Puzo e vir a saber que o sobrinho de Michael (Al Pacino), baptizado numa das mais intensas encadeações de cenas do filme é, na verdade, Sofia Coppola em bébé.
As pontes de madison county
Clint Eastwood, 1995
História bem encadeada, fotos decentes de poucos lugares e poucas pessoas. Ficamos isolados com Meryl Streep e Clint Eastwood a fazerem um par estranho mas engraçado.
12/02/2010
Blowup
Michelangelo Antonioni, 1966
Uma viagem surreal pela mente e máquinas de um fotógrafo errático e intenso, pelas muitas mulheres que atravessam a sua vida e por um misterioso assassinato.
Um filme sobre fotografia, para quem gosta de fotografia e, nem de propósito, para me repetir, com uma sublime fotografia ele próprio. O fim deixou-me um pouco perplexo.
