08/12/2013

Corrida dos descobrimentos

De volta aos tempos mais decentes abaixo dos 50 minutos depois de um par de semanas bem preparadas. Nunca corri com tanto frio mas estava bem equipado para a ocasião. O nevoeiro Sebastianista e a sombria atmosfera até se adequam bem ao tema da corrida e, em restrospectiva, até foram agradáveis.

O percurso foi interessante. Quase sempre plano com excepção de uma longa e dura subida inicial pelas traseiras dos Jerónimos. O encontro ocasional ficou 4 segundos à minha frente na sua estreia mas faz parte. Estou mais próximo de voltar a quebrar recordes pessoais e  inspirado para me inscrever para a aventura da meia maratona em Março.

Avizinha-se um hiato de corridas, vamos ver se os treinos não param.

Corrida dos Descobrimentos, 48.28 minutos 
Posicao 193 de 1015

Corrida do Sporting

1 Dezembro 2013

Se calhar foi por ser a do Sporting mas foi a minha pior corrida até ao momento. Num ponto mais baixo de forma por um misto de incapacidade de treinar por trabalho, compromissos e frio acabei com um tempo abaixo do desejado.

Ainda assim, foi positivo voltar ao alcatrão e divertido ver o adepto do Benfica com olhar desaprovador no topo de um dos túneis quem vai para o Saldanha. Frio.

10ks
Lugar Geral 1964 de 6000
Tempo Chip 53.34

EDP Family Run Porto


3 Novembro 2013

Sangue, suor mas nem uma lágrima. A primeira fora de Lisboa e a primeira de 16. Foi também a primeira vez que corri em 'equipa' durante uns quilómetros, 12.5 para ser mais preciso. A partir daí tive de abrandar. Não foi nada específico, um misto de incapacidade aeróbica com musculos cansados. Mas foi a respiração que me denunciou.

Dose suficiente para causar receio mas um verdadeiro prazer de correr, um percurso relativamente fácil, num dia fresco mas agradável e com moldura humana inesquecível.

Por um lado aguçou o apetite para a meia, por outro aquela placa que se viu do canto do olho, do outro lado da estrada la para o km 10 fez pensar: como é possível? Na placa lia-se: km 42.

16ks

 TEMPO OFICIAL 01:26:22 
TEMPO LÍQUIDO 01:21:46 
RITMO 00:05:2 3 
Posicao 736 
Posicao escalao 168 
CHECKPOINT 10KM 00:53:28

06/12/2013

Corrida Montepio

27 Outubro

Na manhã depois da TSF runners, o corpo dorido exigiu que esta fosse mais para disfrutar, sem forçar. E o tempo nem foi mau, além de que serviu para marcar o ritmo do maior desafio que vão ser os 16 km EDP no próximo fim de semana no Porto.

Por ser uma mega corrida de 7,000 participantes, fui apanhado desprevenido sem bengaleiro e de grande saco na mão. Resultado, safei-me gralas à simpatia dos senhores do mini café de Belém, depois dos pastéis, do outro lado da rua. Lá foi uma notinha para a organização o providenciar para o ano.

10ks
52.52 minutos
Classificacao absoluta 1584 .º 
Classificacao escalao 434 .º 
5Km 00:28:17

Corrida TSF

26 Outubro 2013

Convencido à última da hora por uma das maiores entusiastas e propagadoras do bichinho de correr que andam para aí, foi uma experiência sensorial. Simpática pulseirinha azul abriu a porta a uvinhas e hidratação no build up enquanto se ouve o concerto we trust  de motivação.

Terminei três minutinhos atrás do gigante Carlos Sá, mesmo depois de ser obrigado a apertar os atacadores três vezes (agora sei o truque graças à internet). É para contar aos bisnetos.

Corrida TSF Dorsal: 1267 
Posição Geral: 195 
Escalão: M35 
Posição Escalão: 36 
Tempo oficial: 0:48:07 
Ritmo: 0:04:48 
Tempo liquido: 0:47:59 
Check-Point nº 1 - 5km: 0:23:25

Night Run

19 Outubro 2013

A esta fui sem chip mas, pelas minhas contas, foi o melhor tempo. Sei que foi assim para muita gente portanto não sei se o percurso seria ligeiramente mais curto ou as condições estavam mesmo ideais. Ou então se calhar não sou imparcial e este tempo estimado não deveria contar.  

Da viagem de autocarro de viseu para ver a Maria Rita, fui directo - quase - para o asfalto. A lâmpada para pôr na cabeça é uma boa ideia no papel mas é daquelas que, por isso mesmo, nunca deveria ter saído do papel. Só atrapalha.
Foi a primeira vez que apanhei os líderes no seu regresso. É um ritmo de outro mundo. Só dá para aplaudir e incentivar.

10ks
47.48 segundos

Corrida da água

13 Outubro de 2013

Acordado antes da hora de deitar da hora de deitar dos festivaleiros, foi um percurso solitário, sinuoso, mas não muito complicado aquele que percorri de autocarro até Monsanto, mais precisamente até à igreja do bairro da Serafina, apanhando o 727 e 702. As corridas Xistarca, esta pelo menos, são espartanas no melhor dos sentidos. Simples, no-nonsense.

Estrutura leve, com menos gente do que as blockbuster como a Corrida do Tejo e Montepio, mas bem organizada. No mais idílico dos cenários, enquanto enganava o frio da madrugada com um leve sol sentado a olhar para o mar de verde e ar puro, fui apanhado desprevenido pelo fumo do tabaco de um dos participantes, sentado mesmo ao meu lado. Porquê?

Grande velocidade a descer Monsanto até ao vale do aqueduto. Venci a mais íngreme subida de que tenho registo - a rua de Campo de Ourique - que condenou muitos a andar e depois muitos ultrapassei  no mais sublime dos finais de corrida: o kilómetro do majestoso e maçiço aqueduto das águas livres de regresso ao santuário de Monsanto.Ah, e depois fui beber uns copitos de vodka e comer caviar, tocando de surpresa à campaínha de uns amigos, como se fazia antigamente.

10ks
48.06 minutos 
Lugar 281 de 1173

25/10/2013

Corrida Destak

22 Setembro 2013

Calor demasiado abrasador para a segunda, chegada em cima da hora, estacionamento debaixo de um viaduto.Menos gente do que na do Tejo e mais pros, muito mais pros. Chega-se em estilo e sofrimento a Cascais, com muitas bandas, barracas, agitação um weetabix seco que irá surpreender e mudar a vida no futuro e a bela da banda energética. Ah, e distribuiram garrafinhas de água com com o símbolo do PS para a campanha das autárquicas. A organização não gostou.

10ks
Carcavelos a Cascais
48.35 minutos
Classificação 436 de 2521

Corrida do Tejo

15 Setembro 2013

Uma primeira vez inesquecível à beira do enorme espelho do Tejo, sob calor considerável e na melhor das companhias. Entusiasmo e nervoso miudinhos, um discuso assobiado de Isaltino junior, ultrapassagens na margem tal era o mar de gente: 10,500.

O amigo rival da fita de suor escapuliu-se rápido mas aprendeu uma memorável e dura lição: não subestimemos os competidores, não deixar nada do que temos por dar. Claques, música, um pronto socorro fotografado mentalmente na última rotunda e uns bons minutos à espera nas Toi Toi. Sempre a ultrapassar, conseguiu-se um tempo surpreendentemente bom e o vício instalado.


10 ks
Tempo: 50.40 minutos
Posição: 2,380 de 10,500

Casa da Dízima

O puré de castanha e batata é inesperado mas encaixa como peça de puzzle compatível com o medalhão de novilho e um Pedra Cancela reserva.

Ultra delicadas e graciosas, o creme de santola refinado e o crocante de alheira com gema de ovo a baixa temperatura, fazem uma composição de obra prima. O carpaccio de ananás caramelizado rematou para golo um inesquecível jantar.

Rua Costa Pinto, 17
2770-046 Paço de Arcos
http://www.casadadizima.com/

21/10/2013

World War Z

Marc Forster, 2013, com Brad Pitt

Zombies, uma porrada deles, a fazer montanhas e a correr bastante rápido. Não sou o maior fã do mundo de zombies mas confesso que até gostei deste, cheio de ritmo, uma história vagamente interessante mesmo que muito linear com o auge numa bela passagem em Israel. Visualmente espectacular, como se quer.

Pacific Rim

Guillermo del Toro, 2013 com Idris Elba, Charlie Hunnam

A homenagem à cultura Japonesa é óbvia mas peca pela referência do robot nuclear como o elemento de salvação. Batalhas fulminantes e belas entre dinossauros gigantes e mega robots que compensam todos os clichés habituais destes filmes e mais alguns.

Animal Kingdom

2010, David Michod, com James Frecheville

O mal genético que perpassa da avó para os netos e entre eles estranhas formas de punição e vinganças, muitas vinganças, as expressões mais perfeitas do ódio. Assassinatos e violência espaçada mas aguçada e surpreendente. E uma óptima história.

20/10/2013

Oriental 1 Académico de Viseu 1 (3-5 pen)

3a Jornada da Taça de Portugal MARVILA, Out. 20 - O Académico de Viseu empatou no último lance da segunda parte e depois manteve o sangue frio nos penalties para quebrar uma bem organizada formação do Oriental, num intenso embate da III jornada da Taça de Portugal este Domingo.

Os Viseenses chegaram sob pressão ao Estádio Engenheiro Carlos Salema - penúltimos na Segunda Liga e com a figura principal, o central Claudio, ainda de fora lesionado.  

Como era sua obrigação, o Académico começou controlador, com mais posse de bola do que os da casa, actuais terceiros classificados da Série G do campeonato nacional de séniores.

Porém, com Ouattara e Luisinho nas alas e o ponta de lança Diogo Alves algo solitário, criaram poucas chances na primeira parte, à excepção de um livre de Leonel.

“Mais que um clube,” lê-se na cobertura do Estádio do Oriental, o mesmo lema que está gravado na casa do Barcelona em Camp Nou.

A imagem de marca do Oriental pode não ser o ‘tiki taka’ de ‘La Masia’ mas os blaugrana de Marvila foram sempre uma equipa muito aguerrida e aplicada que, com uma eficaz pressão alta, deram pouco espaço ao meio campo Academista.
 
E foram recompensados cinco minutos antes do intervalo, num contra-ataque veloz. Sebastião Nogueira puniu um mau alívio de cabeça da defesa do Académico com um irrepreensível volley de primeira para o 1-0.

Insatisfeito, o treinador Filipe Moreira substituiu Ouattara e Capela por Marco Lança e Zé Rui no intervalo e na segunda parte só deu Académico, que se instalou definitivamente no campo do adversário.

Luisinho destacou-se, disparando com estrondo contra a trave e um pouco depois contra o poste.

Num lance que simbolizou o espírito guerreiro do Académico, Bruno Loureiro, ao tentar manter uma bola bombeada dentro das quatro linhas, embateu sonora e violentamente contra o muro de betão que se encontrava a um metro de distância das linhas laterais.

Apesar da preocupação geral, Loureiro recuperou depois da assistência médica e lá conseguiu terminar a partida.

O Oriental manteve a disciplina táctica durante todo o jogo e parecia encaminhado para a vitória quando, com o cerca de um milhar dos seus adeptos de pé prontos a celebrar a qualificação, o Académico ganhou um livre perigoso à entrada da área já em tempo de desconto profundo.

Cafu foi o herói quando atacou a bola e chegou primeiro a uma defesa incompleta do guarda redes do Oriental Marco Botelho, empurrando à boca da baliza para a loucura dos jogadores e do banco do Académico.

A partir daí, o sangue aqueceu numa agradável tarde de Outono num recinto que oferece uma picturesca vista sobre o Tejo.

Carlos Alves do Oriental levou vermelho directo por protestos depois do empate e nos primeiros instantes do prolongamento Zé Rui também foi expulso por uma alegada cotovelada, ficando 10 contra 10 na última meia hora.

O Oriental pressionou mais nos últimos minutos, desperdiçando vários cantos e um golo fácil por intermédio de Mauro Bastos.

O possante avançado de 34 anos aproveitou uma infantilidade da fatigada defesa do Académico, ganhou três ressaltos consecutivos, e apareceu cara-a-cara com o guarda redes Ricardo Janota mas rematou fraco e à figura, para desespero total dos adeptos da casa.

Ainda estava a multidão de mãos na cabeça quando soou o apito a anunciar as penalidades.

Com todos os jogadores abraçados ombro-a-ombro no meio campo e com o Oriental a enviar o primeiro penalty contra o poste, os Academistas fizeram um trabalho irrepreensível da marca de nove metros.

Destaque para o defesa esquerdo Marco Lança que não marcava um golo desde os juniores e celebrou o seu penalty de forma peculiar, parando e erguendo os dois braços em jeito de desafio, como que anunciando a estocada final que aí vinha.

Foi João Martins, que lutou muito no meio campo durante todo o jogo, que a desferiu, dando alas à correria, aos abraços e à festa. Esqueçam as noites de Champions, o futebol é taça.

19/10/2013

Sangue do meu sangue

João Canijo, 2011, Midas filmes, com Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Nuno Lopes, Rafael Morais

Genial e vívido retrato de uma Lisboa lateral, pobre e intensa. Uma tragédia Grega com o pano de fundo ultra-realista de Carnide e uma estranha e alargada família que vai tentando manter o curso no início da segunda década do milénio. Fantástico.